Queda de Cabelo e Síndrome Metabólica

Existem alguns fatores estéticos que podem influenciar no bem-estar de uma pessoa. Um corpo com curvas, uma pele saudável ou, ainda, um cabelo bem tratado. Porém, quando algum desses pontos citados sofre com alguma enfermidade, não somente o físico, mas o psicológico também é atingido.

Diante da realidade do século XXI – cenário de excesso de trabalho e um padrão alimentar que se caracteriza por alimentos industrializados e fast food – é revelada a grande tendência da população ao sedentarismo e sobrepeso. E uma de suas consequências pode ser a síndrome metabólica com suas implicações nos cabelos. Vejamos a seguir.

Síndrome Metabólica

Descrita como uma síndrome com uma série de motivos que podem levar uma pessoa a desenvolver problemas como diabetes e doenças cardiovasculares, a Síndrome Metabólica pode atingir mais áreas e surge pelo bloqueio com relação à insulina. Por isso, pode ser também chamada de Síndrome de Resistência à Insulina. Por provocar esse problema, a síndrome faz com que o pâncreas tenha que trabalhar muito mais para suprir a necessidade do organismo. Falta de exercício físico e excesso de peso como relatados acima e fatores genéticos são causas que podem levar uma pessoa a sofrer desse mal. Alguns outros fatores são a grande quantidade de gordura abdominal (mulheres com cinturas maiores que 88 cm e homens com mais de 102 cm), taxa elevada de triglicerídeos (nível de gordura no sangue), baixo nível de HDL – também conhecido como “colesterol bom” – e a glicose elevada.

Síndrome Metabólica e Queda de Cabelo

Ainda não existem fatos que comprovem que a Síndrome Metabólica provoque perda capilar. Porém, estudos feitos em Harvard no ano 2000; na Alemanha, cujo resultado foi publicado no site Nature Communications, em 2017, e na Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, chegaram às mesmas conclusões: a síndrome pode estar associada à calvície.

Estudos Científicos Sobre Síndrome Metabólica e Calvície

Na pesquisa sul-coreana, por exemplo, após examinarem 1.884 pessoas, descobriu-se que 52,6% tinham alopecia androgenética, ou seja, calvície. Isso poderia ser considerado normal, porém, verificou-se que, nesse grupo, hipertensão, diabetes, triglicerídeos elevados e obesidade também estavam presentes em um número consideravelmente alto. Esses fatores citados são alvo de atenção, pois interferem no deslocamento do sangue pelo corpo, lesando os vasos sanguíneos. Isso prejudica, inclusive, a irrigação do couro cabeludo, levando à perda capilar.

No estudo de Harvard, após acompanharem os 22 mil participantes da pesquisa por 11 anos, descobriu-se que, homens com calvície no topo da cabeça tem 23% mais chances de desenvolverem doenças cardíacas. Já os que perderam totalmente o cabelo, a porcentagem aumenta para 36%, constatando que, embora pareça irrelevante à primeira vista, um problema capilar pode ser um importante marcador de outras doenças.

Outros fatores para a perda capilar

Além da Síndrome Metabólica, é importante levar em consideração que outros motivos podem ocasionar queda dos cabelos. A anemia ferropriva – causada pela deficiência de ferro – pode ser um fator. Além disso, problemas que envolvem má absorção intestinal, por não ocorrer leitura e captação adequada dos nutrientes ingeridos, podem levar a um prejuízo no ciclo de crescimento capilar pela falta de aporte nutricional na matriz germinativa do folículo piloso.

O hábito do cigarro, além de ocasionar tantas outras doenças, como o câncer, pode ser mais um agente colaborador: a ingestão de fumaça com o veneno chamado “nicotina” pelo seu efeito vasoconstritor pode levar à má irrigação do couro cabeludo e consequente prejuízo no crescimento dos cabelos. Muitas outras condições clínicas como o estresse, problemas na tireoide e ovários policísticos também podem influenciar na saúde capilar.

Fonte: Revista Saúde (https://rsaude.com.br/florianopolis/materia/queda-de-cabelo-e-sindrome-metabolica/14865)

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